vai embora, nuvem

Senator Hawkins vs. Mr. Zappa (19/09/1985)

Senator HAWKINS:
Mr. Zappa, you say you have four children?

Mr. ZAPPA:
Yes, four children.

Senator HAWKINS:
Have you ever purchased toys for those children?

Mr. ZAPPA:
No; my wife does.

Senator HAWKINS:
Well, I might tell you that if you were to go in a toy store -- which is very educational for fathers, by the way; it is not a maternal responsibility to buy toys for children -- that you may look on the box and the box says, this is suitable for 5 to 7 years of age, or 8 to 15, or 15 and above, to give you some guidance for a toy for a child. Do you object to that?

Mr. ZAPPA:
In a way I do, because that means that somebody in an office someplace is making a decision about how smart my child is.

Senator HAWKINS:
I would be interested to see what toys your kids ever had.

Mr. ZAPPA:
Why would you be interested?

Senator HAWKINS:
Just as a point of interest.

Mr. ZAPPA:
Well, come on over to the house. I will show them to you.

Nem as mais belas

Não só o ocidente adorou Elvis Presley

Nas duas vezes que o ator Tatsuya Nakadai esbofeteou em cena sua colega Hideko Takamine no rosto, foi orientado a bater forte, mas com cuidado, não para não machucá-la ou não desmanchar sua maquiagem, mas para não correr o risco de acertar o microfone.
 
A beleza madura e o talento consolidado de Takamine sofreram os dois ataques no período de um ano, da primeira vez por ordem do diretor Mikio Naruse, em Quando uma mulher sobe as escadas (1960), e na subsequente por recomendação de Keisuke Kinoshita ao então ascendente Nakadai, por volta de seus 28 anos, em Eien no hito [Amor imortal, 1961].
 
Este não havia gravado nada sob a batuta de nenhum dos dois diretores quando desses tapas, enquanto ela já havia feito dez filmes de Naruse e oito de Kinoshita.
 
No filme de Naruse, ela rejeita o amor dele. Ele é o gerente doentiamente dedicado e honesto de sua casa noturna, à qual aportam três duvidosos pretendentes à mão de Takamine. Mesmo cercada por dramas familiares, conjugais, financeiros e sentimentais, age como um leão para não sucumbir ao jogo dos homens e de seu vil metal. Nakadai explode e tenta tomá-la à força quando também recebe o não.
 
 
 


Já no filme de Kinoshita, um aleijado de guerra lê o bilhete de suicídio de seu filho, fruto de um estupro. Ele se arrasta com as mãos pelo tatame para bater na esposa, agarrando seu obi, levando-a ao chão, transformando em palco de guerra a horizontalidade ritual dos lares japoneses. No fim da contenda, ela lhe jura ódio eterno, mais por tê-la forçada ao casamento após a hedionda violação do que pela morte do rebento.

Em ambos os filmes, Takamine representa, na superfície, a mulher perfeita para o chauvinista mundo masculino: aquela que apanha porque é preciso que alguém seja punido. Por um acaso, é sempre a mulher quem está lá, à cata da mão, para receber no rosto a violência dos homens que não são humanos o suficiente para assumir seus equívocos.

Mas só na superfície, porque Takamine não cedeu de todo às mãos que a desfiguraram. Morreu de câncer de pulmão três dias depois do Natal de 2010.